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Íconedeera-IndivíduosÍconedeera-Templários

"Mendigos, prostitutas, dementes, leprosos... por acaso eles lhe parecem bons escravos? Incapazes de realizar as atividades mais simples? Não, eu não os levei para vender, mas para salvar! E mesmo assim, você mata a mim e a todos nós, por nenhum motivo além de ordens de seu superior."
―Últimas palavras de Talal.[src]

Talal (c. 1157 - 1191) foi um escravizador Sarraceno baseado em Jerusalém, e um membro secreto do Rito Levantino da Ordem dos Templários, uma organização que buscava estabelecer uma Nova Ordem Mundial. Um homem temido e inescrupuloso, Talal era responsável pelo fornecimento de sujeitos à Ordem sob a farsa de contratação de trabalhadores e comércio de escravos, que ela mantinha funcional através de subornos, subterfúgio e violência.

Um antigo soldado no exército de Saladino, Talal construiu uma enorme operação de comércio de escravos a partir de um armazém fortificado no distrito rico de Jerusalém, com a ajuda de um grupo de guerreiros leais e formidáveis. Pagando tributos aos guardas e eliminando qualquer ameaça ao seu negócio, Talal firmou-se na cidade como um influente, impiedoso e misterioso homem de negócios. Com Garnier de Naplouse e Tamir, ele coordenava um esquema de criar um exército de soldados leais através da captura, lavagem cerebral, treinamento e fornecimento de equipamentos deles.

Talal conspirou com os outros nove líderes da Ordem para redefinir todo o mundo, buscando a Maçã do Éden como um dos meios para isso. Entretanto, quando um dos conspiradores e líder dos Assassinos, Al Mualim, traiu a todos e roubou a Maçã para si mesmo, os planos dos Templários foram interrompidos. Em 1191, Talal foi assassinado por Altaïr Ibn-La'Ahad sob as ordens de Al Mualim, sendo assim o terceiro alvo da Caça aos Nove.

BiografiaEditar

O escravizador de JerusalémEditar

"Ele possui muitos seguidores leais, que iriam sacrificar suas próprias vidas por ele sem nem hesitar."
―Um informante sobre a organização de Talal.[src]

Um Sarraceno de nascença, Talal serviu no grande exército do Sultão Saladino em sua juventude, participando das violentas campanhas militares executadas pelo mesmo. No entanto, Talal se desiludiu com os ideais dos Sarracenos e chegou a afirmar que não acreditava mais no Islamismo, declarando que seu Deus havia lhe abandonado e a todos os outros na Terra Santa à desgraça da guerra, fome e doença. De alguma forma, ele juntou-se aos Templários, uma organização secreta que buscava redefinir o mundo e estabelecer uma Nova Ordem Mundial, e que publicamente era uma poderosa ordem militar monástica cristã.

Estabelecendo-se na cidade sagrada de Jerusalém, Talal fundou uma organização criminosa pequena mas letal formada por uma seleção de guerreiros altamente eficazes e inquestionavelmente leais. Tomando um armazém fortificado no distrito rico da cidade, Talal desenvolveu uma operação de sequestro e comércio de escravos que cresceu muito com o tempo, tornando-se temido pelos seus subordinados e sócios. Subornando os guardas, eliminando ou intimidando qualquer ameaça e pagando arautos para atraírem vítimas para o seu negócio, Talal mantinha uma operação bem-estruturada e bem-protegida, que provou-se muito valiosa para a Ordem.

Com um fluxo constante de sujeitos caindo nas suas armadilhas, Talal os preparava e enviava-os para bases dos Templários em todo o mundo, onde eram disciplinados e treinados como soldados, usados como mão-de-obra ou em outros empregos. Boa parte destas pessoas eram enviadas a Garnier de Naplouse em Acre, que fazia lavagem cerebral neles e os disciplinava, por fim equipando eles com as melhores armas e armaduras fornecidas por Tamir. Desta maneira, os Templários possuíam uma grande fonte de soldados para serem usados em suas operações ou distribuídos em ambos os Cruzados e Sarracenos para prolongar, equilibrar ou alterar o curso da guerra.

Talal e os outros nove conspiradores buscavam adquirir uma Maçã do Éden para usá-la na dominação mundial, mas seus planos foram interrompidos quando um dos conspiradores e líder dos Assassinos, Al Mualim, traiu os outros e pegou a Maçã para si mesmo, prolongando o conflito entre as duas facções.

MorteEditar

"Por que tudo sempre tem que acabar em violência? Parece que não posso ajudá-lo, pois você não quer ser ajudado. E eu não posso permitir que meu trabalho seja interrompido. Você não me deixa nenhuma escolha. Você vai ter que morrer."
―Talal, no confronto com Altaïr.[src]
Talal embosca Altaïr

Talal confrontando Altaïr.

Al Mualim, buscando assegurar seu grande plano de dominação, enviou seu melhor aprendiz, Altaïr Ibn-La'Ahad, para assassinar todos os nove líderes Templários sob a farsa de uma missão de redenção para expurgar os piores indivíduos da Terra Santa. Após o assassinato de Tamir em Damasco e Garnier em Acre, Altaïr viajou para Jerusalém para eliminar seu terceiro alvo, que era o próprio Talal. Entretanto, Talal foi inteligente e notou a presença do Assassino na área, preparando-se para o confronto.

Quando Altaïr infiltrou-se no armazém, Talal conversou com ele pelas sombras, tentando convencê-lo que ele estava ajudando os prisioneiros e salvando-os de uma vida miserável. Contudo, o Assassino ignorou suas palavras e ordenou que ele se revelasse. Talal então atraiu Altaïr até uma sala maior, onde conversou com ele do piso superior, dizendo que ele teria que morrer para a operação continuar em pé. Os homens do escravizador então atacaram o Assassino, mas foram mortos um por um pelo lutador superior.

AC Talal Assassinato

Altaïr assassinando Talal.

Impressionado com o progresso de Altaïr, Talal então saiu por uma escada e correu pelas ruas da cidade, tentando despistar o seu caçador. Entretanto, ele se distraiu e esbarrou com tudo em uma mulher, ficando vulnerável e logo em seguida sendo atingido pela Lâmina Oculta do Assassino. Fatalmente ferido, Talal disse que sua morte não afetaria a Ordem de maneira alguma, e quando Altaïr que "Ordem" ele se referia, Talal apenas afirmou que Al Mualim não era a única pessoa com grandes planos para a Terra Santa. Ele então revelou que perdeu a fé em Deus, mostrando seus escravos como provas.

AC1 Talal memory corridor

Últimos momentos de Talal.

Talal então furiosamente afirmou que Altaïr estava apenas piorando as vidas deles ao matá-lo, e questionou suas motivações, afirmando que apenas estava fazendo isso porque seu Mestre mandou. O Assassino então retrucou que ele estava lucrando da guerra, fazendo Talal perguntar se Altaïr via a ironia em tudo isso, e logo em seguida sucumbir aos ferimentos.

Personalidade e característicasEditar

Altaïr: "Peça piedade ao seu Deus."
Talal: "Ele nos abandonou há muito tempo, abandonou a mim e a todos os homens e mulheres que acolhi."
―Talal revelando sua fé.[src]

Talal não tinha valores morais fortes, calmamente sequestrando, prendendo e isolando homens e mulheres contra a vontade deles. Além disso, ele não hesitava em eliminar qualquer ameaça à sua organização, inocente ou não. Ainda assim, ele insistia que servia uma causa nobre e que estava salvando as pessoas que capturava, dizendo que uma vida disciplinada de servidão era muito melhor do que uma vida de miséria e desgraça nas ruas. Ele também era compreensivo até certo ponto, tentando convencer Altaïr que suas ideais estavam corretas e até mesmo permitindo que o Assassino chegasse a ele sem problemas.

Como os outros membros da Ordem, Talal havia perdido a fé em Deus, declarando que ele havia abandonado a humanidade e por isso guerras, fome, doença, intolerância, miséria e regresso assolavam o mundo. Ele também não era tanto orgulhoso, mas era bastante arrogante, tendo certeza que seus homens eram capazes de acabar com o Assassino e provocando ele anteriormente. Contudo, Talal era mais inteligente e cauteloso que muitos dos outros membros da Ordem, mostrando-se em público muito raramente e cobrindo seus rastros habilmente.

Equipamentos e habilidadesEditar

"O homem é um mestre arqueiro"
―Um mercador de caravana sobre Talal.[src]

Sendo um antigo soldado, Talal era habilidoso no uso da espada, mas era um arqueiro extremamente habilidoso, e já foi registrado que ele acabou com uma gangue inteira de saqueadores na estrada em segundos com flechas precisas. Ele também era um homem ágil e esguio, conseguindo facilmente efetuar uma corrida livre pelos prédios e ruas de Jerusalém ao tentar despistar Altaïr.

Aparições em memóriasEditar

CuriosidadesEditar

  • Na amostra de gameplay da E3 de 2007, Talal foi o alvo.
  • Talal (طلال) é um nome árabe que significa "admirável, simpático".
  • Assim como alguns dos outros nove alvos, Tamir empregava seus próprios guardas privados, diferentes dos soldados comuns encontrados nas cidades e nas estradas. Além disso, os homens de Talal podem ser encontrados em seu armazém mesmo após sua morte.
  • Talal está entre os alvos que podem ser parados por vigilantes nas ruas.

ReferênciasEditar