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Pierre Bellec
ACU Pierre Bellec
Informações biológicas
Nasceu em

1741
Nova França

Morreu em

2 de abril de 1791
Paris, Reino da França

Informações políticas
Afiliações

Exército Francês (c. 1756 - 1762)
Assassinos (c. 1756 - morte)

Informações do mundo real
Aparece em

Assassin's Creed: Unity

Dublador

Anthony Lemke (inglês)
Reinaldo Pimenta (português-brasileiro)

"Crês que essa é a primeira vez que isso aconteceu? A primeira vez que os Assassinos foram forçados a eliminar sua liderança? A primeira vez que a Ordem reconstruiu o seu poder do nada? Não. Masyaf, Monteriggioni, as Colônias Americanas... já aconteceu tudo antes, e nós nos reerguemos, mais fortes do que nunca. Mas agora... Perdemos o nosso propósito, Arno. Afundamo-nos em políticas e revoluções. Mas não somos uma nação. Somos um exército. E, em um exército, fazer paz com o inimigo chama-se traição."
―Pierre Bellec justificando o envenenamento de Mirabeau para Arno.[src]

Pierre Bellec (1741 - 1791) foi um Mestre Assassino Franco-Canadense, um antigo soldado colonial e um membro do Conselho da Irmandade Francesa de Assassinos.

Um dos membros mais respeitados dos Assassinos franceses, Bellec acreditava profundamente no Credo e tinha algumas opiniões extremistas sobre os meios dos Assassinos. Ele havia sido outrora um membro da Irmandade colonial, mas viajou para a França em meio ao expurgo colonial. Em Paris, tornou-se um membro respeitado do Conselho. Ele também foi responsável pelo treinamento de Charles Dorian e de muitos outros aprendizes.

Em 1791, Bellec conheceu Arno Dorian na Bastilha, e após os dois fugirem juntos durante a invasão revolucionária, o introduziu aos Assassinos e o treinou extensivamente como Assassino. Bellec acreditava que a Revolução que havia explodido na França iria ser caótica, e que eles não poderiam fazer nada para pacificá-la.

No mesmo ano, quando o Mentor Mirabeau aceitou uma trégua com Élise de la Serre, uma Templária moderada e antiga paixão de Arno, Bellec envenenou Mirabeau, pensando que paz com os Templários é impossível. Arno investigou o envenenamento e seguiu o rastro de Bellec até confrontá-lo pessoalmente, onde após uma discussão e duelo intenso, Arno foi forçado a matar seu antigo mentor.

BiografiaEditar

Início da vidaEditar

Nascido na Nova França em 1741, Bellec juntou-se ao Exército Francês colonial aos 16 anos, para lutar na Guerra dos Sete Anos. Ele treinou militarmente e tornou-se um espadachim habilidoso, servindo com distinção e ganhando uma comendação por valor após sua participação na Batalha de Fort Bull.

Foi nessa época que ele descobriu de sua linhagem de Assassino, e buscou juntar-se aos Assassinos Coloniais, que possuíam uma presença forte nas Colônias Americanas. Aceito na Irmandade, Bellec continuou seu treinamento e tornou-se um expert em parkour, combate corpo-a-corpo, uso de armas de longo-alcance, arrombamento de fechaduras e uso de bombas personalizadas.

Com a contínua guerra causando destruição e morte, Bellec presenciou a ascensão do Rito Colonial da Ordem dos Templários e o expurgo que os mesmos realizaram sobre os Assassinos. Durante o mesmo, ele alegou ter visto as forças Templárias massacrarem aldeias inteiras e torturarem prisioneiros inocentes em busca de Assassinos. Os atos que ele aqui viu fizeram ele desenvolver um profundo ódio pelos Templários.

Em 1762, ele deixou o Exército colonial e viajou a França, o país de sua família, para escapar do expurgo colonial e ter uma nova oportunidade de vida.

Juntando-se à Irmandade FrancesaEditar

Chegando e estabelecendo-se em Paris, Bellec imediatamente juntou-se aos Assassinos Franceses e subiu rapidamente na hierarquia da Irmandade, tornando-se um Mestre Assassino e um dos mais respeitados membros. Ele também desenvolveu sua Visão de Águia, um dom raro possuído por alguns dos mais lendários Assassinos, e usou-a para buscar glifos misteriosos espalhados ao longo de Paris.

Confronto 5

Bellec falando com Charles após salvá-lo.

Bellec foi encarregado de treinar os novos aprendizes de Assassinos, e um de seus aprendizes próximos foi Charles Dorian. Bellec ensinou a Charles tudo que sabia, e em uma missão, salvou seu antigo aprendiz ao realizar um assassinato aéreo em um Templário agressivo.

Em Paris, Bellec também continuou fazendo missões para a Irmandade, assassinando homens corruptos, dando fim à gangues e à operações de contrabando, algumas delas associadas com Templários. A opinião de Bellec sobre os Templários apenas piorou quando, em 1776, Charles foi morto pelo Mestre Templário Shay Cormac em Versalhes.

Em cerca de 1789, o Mentor Mirabeau, estabeleceu uma trégua com o Rito Francês, o que causou controvérsias dentro da Irmandade, especialmente em Bellec, que acreditava firmemente que os Templários estavam muito fracos e que deveriam serem erradicados completamente.

Preso na BastilhaEditar

A França estava em uma situação descontrolada, faminta e corrupta pela década de 1780, e a população estava começando a revoltar-se contra o governo absolutista monárquico e seus aliados. Em maio de 1789, Bellec usou este clima caótico para cometer um crime desconhecido relacionado à política e ser aprisionado na Bastilha, com o objetivo de encontrar mais glifos misteriosos.

Preso 6

Bellec e Arno duelando na cela.

Dentro de sua cela, ele viu um jovem ser arrastado para a cela, acusado do assassinato de um aristocrata. Enquanto o jovem dormia, Bellec viu algo de familiar nele e encontrou o relógio de Charles Dorian no bolso do jovem, e o furtou silenciosamente. Na manhã seguinte, ele confrontou o garoto com um bastão, perguntando como ele havia conseguido o relógio.

Os dois então duelaram com bastões rústicos, e Bellec gostou da habilidade de esgrima do jovem, e descobriu que ele possuía Visão de Águia, conseguindo ver os glifos na parede. Bellec então concluiu que ele Arno Dorian, o filho de Charles, e confirmou sua teoria. Ele então revelou a Arno que Charles era um Assassino, e que ele morreu lutando pela liberdade da humanidade.

Bellec então convidou Arno a fugir com ele e juntar-se à Irmandade, e embora Arno não tivesse ficado impressionado inicialmente, Bellec logo disse que mesmo que não quisesse juntar-se aos Assassinos, teria que fugir da Bastilha. Pelos próximos dois meses, Bellec treinou Arno na esgrima e furtividade, dentro da cela deles.

Preso 12

Bellec dando o medalhão a Arno.

Em 14 de julho, uma multidão furiosa de sans-culottes e revolucionários cercaram a Bastilha e demandaram pólvora, e ao serem rejeitados por Bernard-René de Launay, o governante da Bastilha, violentamente atacaram a fortaleza. Bellec e Arno então tiraram proveito do acontecimento para tentarem fugir da fortaleza, desviando de inúmeros guardas e chegando ao topo da muralha.

Lá, eles se viram cercados por soldados, e Bellec então disse para Arno que eles teriam que pular, e deu um medalhão que mostraria a localização dos Assassinos. Em seguida, ele realizou um Salto de Confiança do topo da Bastilha, aterrissando no fosso abaixo e rapidamente fugindo da área despercebido.

Treinando ArnoEditar

Pouco tempo depois, Arno conseguiu encontrar (contra as expectativas de Bellec) o esconderijo dos Assassinos abaixo da Sainte-Chapelle, usando o medalhão que recebeu para ativar um mecanismo e ir ao subterrâneo. Bellec saudou o jovem e então o guiou até a sala do Conselho, onde eles realizaram a cerimônia de iniciação e deram a ele um conjunto de vestes e uma Lâmina Oculta.

Bellec passou os próximos dois anos treinando Arno em combate corpo-a-corpo, uso de armas de longo-alcance, arrombamento de fechaduras, furtividade e infiltração. Ele acompanhou Arno em várias missões de treinamento, a maioria caracterizada pelo assassinato de alvos menores, coleta de informações e espionagem.

Formatura 6

Bellec assassinando Arpinon.

Em janeiro de 1791, Bellec acompanhou Arno em uma missão na prisão Conciergerie, onde eles espionaram o Templário Charles Gabriel Sivert e seus dois capangas, Arpinon e Duchesneau, discutindo sobre a operação de contrabando e desvio deles. Ao ver Sivert e Duchesneau se afastarem, Bellec assassinou Arpinon e fugiu pelas ruas de Paris com Arno. No processo, ele alertou Arno sobre os extremistas que haviam infestado Paris na época da Revolução, e que ele podia tentar proteger civis dos abusos deles, mas que nem sempre isto seria possível.

Ao chegar na base dos Assassinos, Bellec professou sua opinião a Arno sobre Mirabeau, dizendo que ele não concordava com os objetivos pacifistas de Mirabeau, e que nem a Revolução nem os Templários poderiam ser pacificados. Na sala do Conselho, ele contou a Mirabeau e aos outros que ele havia treinado Arno em tudo que pôde, e que o garoto estava pronto para ser um Assassino completo e independente. Bellec também concordou com Arno e com o resto do Conselho que eles deveriam descobrir o que estava acontecendo dentro da Ordem dos Templários, pois não haviam tido nenhum contato ou investigação direta desde a morte do Grão-Mestre moderado François de la Serre.

Sob pressão do Conselho, Mirabeau cedeu e encarregou Arno de assassinar Sivert na Notre-Dame de Paris e descobrir o que ele sabia. No lado de fora da igreja, Bellec contou a Arno que ele não era mais um aprendiz, e que ele deveria fazer seu próprio plano para assassinar seu alvo, criando e encontrando oportunidades. Ele também disse que era melhor se sacrificar pela Irmandade do que comprometê-la, e deixou Arno para terminar sua tarefa.

Nos próximos meses, Bellec e o resto do Conselho vigiaram a caçada de Arno pelos Templários, que eles descobriram estar sob comando de François-Thomas Germain. Bellec também deu a Arno a Lâmina Fantasma, uma melhoria à Lâmina Oculta que permitia disparar dardos silenciosos em oponentes.

Envenenando MirabeauEditar

Em abril de 1791, Arno trouxe Élise de la Serre, a filha do antigo Grão-Mestre e sem o conhecimento da Irmandade, uma antiga paixão de infância dele, ao Conselho. Élise contou que os Templários moderados haviam sido massacrados e que a facção de Germain havia dominado, e pediu uma trégua para tentar destruir esta nova facção. Bellec imediatamente discordou, dizendo que eles deveriam aproveitar a oportunidade para dar o golpe final aos Templários na França, mas Mirabeau continuou com suas visões pacifistas.

Cansado das visões pacifistas de Mirabeau sobre os Templários e das visões conservadores dele sobre a monarquia e nobreza, Bellec decidiu envenenar Mirabeau pelo futuro da Irmandade, pensando que ele estava envenenando-os com seus ideais. Ele ameaçou um apotecário ilegal em Marais para lhe fornecer acônito, um veneno rápido e mortal que era uma das ferramentas mais conhecidas dos Templários.

Em seguida, ele se reuniu com Mirabeau na casa do mesmo, e tentou convencê-lo de dar um fim à trégua com os Templários, dizendo que ele não confia em Élise. Quando Mirabeau permaneceu firme em suas crenças, Bellec discretamente derramou o acônito na taça de Mirabeau, e pôs várias evidências incriminatórias ao longo do lugar que indicavam que Élise foi a autora do crime.

Duelo com Arno e morteEditar

"Mata-me. Se tens alguma convicção e não és apenas um covarde apaixonado, mata-me agora. Porque eu não vou parar. Eu vou matá-la. Para salvar a Irmandade, eu deixaria Paris queimar."
―Bellec, em seus últimos momentos.[src]

Bellec então se dirigiu à sacada da Sainte-Chapelle, tendo dito ao apotecário que forneceu acônito para entregar o próximo carregamento lá e deixando um rastro, acreditando que Arno iria seguir o rastro e encontrá-lo.

Confronto 3

Bellec mirando sua pistola em Arno.

Seu pensamento provou-se certo, e Arno ficou chocado ao ver seu antigo mentor responsável pelo crime. Bellec então argumentou que Mirabeau estava envenenando a Irmandade com seus pensamentos, e então citou vários exemplos de Assassinos eliminando ou substituindo suas lideranças e renascendo com um novo senso de convicção, força e poder. Bellec então disse que eles podem salvar a Irmandade, juntos, mas Arno não aceitou.

Desapontado, Bellec então avançou em Arno com sua espada e os dois duelaram ferozmente nas sacadas da Sainte-Chapelle, ao mesmo tempo em que discutiam. Bellec contou que nas colônias, ele viu Templários queimarem vilas inteiras em busca de um Assassino, e Arno respondeu dizendo que ele viu um Grão-Mestre Templário adotar um órfão assustado filho de um Assassino.

Os dois, no meio de um sufoco, atiraram-se no salão da igreja, e Bellec viu Élise na porta. Ele então concluiu que a causa disto não era Mirabeau, e sim Élise, e então tentou matá-la com sua pistola, mas foi atingido por um dardo da Lâmina Fantasma de Arno, e ferido em um duelo final logo em seguida. Bellec então disse a Arno que se ele não matasse-o, ele iria matar Élise, e que se dependesse do futuro da Irmandade, ele queimaria Paris inteira.

Bellec assassinato

Arno assassinando Bellec.

Bellec então deu um parabéns final à destreza e capacidade de Arno no duelo entre eles, e foi então esfaqueado na garganta pela Lâmina Oculta de seu antigo aprendiz, recebendo seus ritos finais logo em seguida. Após a morte de Bellec, Arno pôs um busto em homenagem a ele em sua sala de lembranças no Café-Théâtre, e manteve as vestes antigas de Bellec na sala do legado, junto das vestes de Thomas de Carneillon.

Personalidade e característicasEditar

Bellec era um homem forte em suas convicções que tinha uma personalidade muito argumentativa e crítica, e também possuía um senso de humor rude e diferente, sendo conhecido por chamar outros com o termo derrogativo "pinguço", mesmo que no caso de Arno e Charles tenha sido um termo sarcástico carinhoso. Ele era interminavelmente leal aos Assassinos, mas tinha uma visão forte que poderia fazê-lo cometer atos extremistas como o envenenamento de Mirabeau e ameaçar a vida de um apotecário inocente.

Mesmo assim, Bellec era um estrategista responsável, não atacando seus alvos bruscamente, mas buscando o momento e lugar certo para isto. Enquanto Arno inicialmente desejava matar Sivert imediatamente, Bellec argumentou que matar Sivert na Conciergerie causaria várias potenciais consequências e pontas soltas. Ele repreendeu Arno fortemente quando o mesmo perseguiu alvos importantes sem avisar o Conselho.

Além disso, Bellec parecia inicialmente pensar que Mirabeau poderia ser convencido a pensar diferente, mas ao ser diretamente recusado, envenenou-o imediatamente. Ele parecia acreditar que este ato seria rememorativo dos atos de Assassinos lendários como Altaïr Ibn-La'Ahad, Ezio Auditore da Firenze e Ratonhnhaké:ton, que reconstruíram a Irmandade do zero.

Apesar de sua personalidade grossa e extremista, Bellec também tinha um lado carinhoso, mostrando afeto por seus aprendizes e ex-aprendizes mais próximos como Charles e Arno Dorian. Ele admitiu a Mirabeau que confiaria sua vida nas mãos de Arno, mas que pensava que ele era influenciado pelo tipo errado de gente.

Equipamentos e habilidadesEditar

"De onde estou sentado, eu poderia te matar em sete maneiras diferentes. Doze, se eu estivesse com uma colher."
―Bellec ameaçando Arno na Bastilha.

Bellec era um Mestre Assassino muito habilidoso, tendo juntado-se à Irmandade desde sua juventude e participado de guerras coloniais em uma idade precoce, fazendo-o entender desde cedo os custos e perdas que coisas assim causavam. Ele havia treinado extensivamente nas artes de assassinato, investigação e mistura social, e mesmo nos seus 50 anos de idade, era um espadachim extremamente capaz, além de ter percorrido a Île de la Cité inteira sem descanso.

CuriosidadesEditar

  • De acordo com Shaun Hastings, uma das melhores maneiras de iniciar uma discussão entre historiadores dos Assassinos modernos é gritar "Bellec estava certo!" e vice-versa.
  • Bellec é o único oponente no jogo todo que é capaz de assassinar Arno, e um dos poucos que podem usar bombas de fumaça no combate.
  • A réplica do traje de Bellec usável por Arno não possuí o manto e possuí uma luva extra.
  • De acordo com Bellec, sua avó era belga.

ReferênciasEditar

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