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"Você é realmente tão ingênuo ao ponto de satisfazer uma criança que chora, apenas por ela estar gemendo? "Mas eu quero brincar com fogo, papai!", o que você diria, "Como desejar"? Então, quando ele estiver queimando, você que terá que lidar com as consequências."
―Garnier de Naplouse, criticando a ideologia dos Assassinos de liberdade total.[src]

Garnier de Naplouse (1147 - 1191) foi um médico francês e o décimo Grão-Mestre dos Cavaleiros Hospitalários. Secretamente, ele também era um dos nove líderes do Rito Levantino da Ordem dos Templários, uma organização secreta que buscava uma Nova Ordem Mundial e que, publicamente, era apenas outra ordem militar monástica cristã, como os Hospitalários. Ele comandava a Ordem dos Hospitalários a partir da Fortaleza deles no distrito pobre de Acre, e era um dos tenentes mais confiados do líder dos Cruzados, Ricardo Coração de Leão.

Na fortaleza, Garnier era conhecido publicamente por ser um homem bom que acolhia e curava os membros das classes baixas da sociedade. Entretanto, Garnier era um homem frio e impiedoso que conduzia experimentos cruéis em seus pacientes, executando lavagem cerebral neles para criar servos perfeitos da Ordem ou usando-os como cobaias para testar curas para doenças da época. Antes de chegar em Acre, Garnier já havia sido exilado de muitos lugares, inclusive sua terra natal, a França, por seus métodos brutais e cruéis no tratamento de pacientes e prisioneiros. Com Talal e Tamir, ele coordenava um esquema de criar um exército de soldados leais através da captura, lavagem cerebral, treinamento e fornecimento de equipamentos deles.

Quando um dos conspiradores e líder dos Assassinos, Al Mualim, traiu a todos para ficar com a Maçã do Éden para si mesmo e fazer seus próprios planos, os planos dos Templários foram interrompidos e o artefato roubado por Mualim. Em 1191, Garnier foi assassinado por Altaïr Ibn-La'Ahad, sob as ordens do mesmo, sendo o segundo alvo da Caça aos Nove, uma das etapas do plano de dominação de Al Mualim.

BiografiaEditar

Grão-Mestre dos Cavaleiros HospitaláriosEditar

"Saudáveis, sem problemas quando entram. Mas quando eles caem em seus braços, é aí que a dor começa."
―Um arauto falando sobre o doutor e seus pacientes.[src]

Nascido na França, Garnier tornou-se um médico de destaque em sua terra natal, conhecido por encontrar métodos inovadores na cura de doenças. Entretanto, foi descoberto que ele descobria tais técnicas através do tratamento desumano e cruel com seus pacientes, usados como cobaias, e foi exilado de seu país. De alguma forma, ele juntou-se aos Templários, uma organização secreta que buscava a Nova Ordem Mundial e que publicamente era uma ordem militar monástica criança. Chegando na Terra Santa, ele entrou para os Cavaleiros Hospitalários, outra ordem militar monástica que era uma das principais forças cristãs na região, junto com os próprios Templários e os Cavaleiros Teutônicos.

Além de seu exílio da França, Garnier também passou um pequeno período em Tiro, mas também foi expulso por motivos similares. Ele ganhou prestígio na Ordem dos Hospitalários, tendo comandando o hospital deles em Jerusalém, e quando veio a Terceira Cruzada, já havia tornado-se o Grão-Mestre da Ordem. Um tenente confiado do Rei Ricardo I de Inglaterra, Garnier adquiriu uma fortaleza em Acre e transformou ela no quartel-general dos Hospitalários. Lá, ele recolhia mendigos, leprosos, aleijados, viciados e outros membros desgraçados da sociedade com o objetivo público de curá-los e reformá-los, mas na verdade conduzia experimentos cruéis neles na enfermaria da Fortaleza. Entretanto, ele parou de capturar pessoas da cidade para evitar suspeitas, recebendo suprimentos de Jerusalém ao invés disso.

Com Tamir e Talal, dois dos outros líderes Templários, Garnier coordenava uma operação de recrutamento militar para a formação de um exército bem-treinado, bem-equipado e totalmente leal à Ordem. Uma quantidade grande de pessoas era fornecida por Talal sob a farsa de comércio de escravos. Em Acre, Garnier realizava lavagem cerebral neles e os disciplinava para o combate. Por fim, Tamir equipava-os com as melhores armaduras e armas disponíveis. Essa operação beneficiava muito a Ordem, que possuía assim um grande estoque de soldados para usar em suas operações ou para distribuir a ambos os Cruzados e Sarracenos para prolongar o conflito.

Junto com os outros conspiradores, Garnier buscou adquirir a Maçã do Éden para usá-la no plano deles de dominação mundial. Entretanto, Al Mualim, um dos conspiradores e líder dos Assassinos, traiu os outros nove para ficar com o artefato para si mesmo. Interrompendo os planos da Ordem, que foram forçados a se adaptarem á nova situação. Garnier tentou usar uma espécie de erva medicinal para substituir a Maçã, mas os efeitos eram, como de se esperar, muito menos efetivos que o artefato.

MorteEditar

Altaïr: "Eles não são crianças, são homens e mulheres, crescidos e maduros"
Garnier: "Talvez fisicamente, mas não mentalmente; exatamente o que eu busquei reparar!"
―Garnier em seus últimos momentos.[src]
AC Garnier Paciente

Garnier subjugando o paciente.

Para garantir seus planos, Al Mualim enviou seu melhor Assassino, Altaïr Ibn-La'Ahad, em uma suposta missão de redenção para eliminar os piores homens da Terra Santa, responsáveis por toda a desgraça que a assolava. Na verdade, isto era uma farsa feita pelo Mentor para assassinar os nove líderes Templários e uma etapa importante em seu grande esquema de dominação absoluta dele e apenas dele.

Após o assassinato de Tamir em Damasco, Garnier escreveu uma carta a Robert de Sablé, o líder dos Templários. Na carta, ele contou que Talal estava sendo muito efetivo no envio de homens a ele, mas disse que logo eles precisariam de um novo fornecedor de equipamentos militares. Garnier também mostrou que estava preocupado com os próximos passos dos Assassinos, temendo que a morte de Tamir fosse apenas o começo. Os medos do doutor logo seriam provados como verdadeiros.

AC Garnier Assassinato

Altaïr assassinando Garnier.

Em sua fortaleza, Garnier testemunhou um paciente aterrorizado tentar escapar e ser parado pelos guardas. Ele tentou acalmar o sujeito com palavras sábias e doces, mas o homem estava desesperado e gritou que tudo que ele falava eram mentiras para acobertar seus atos cruéis. Garnier então relutantemente mandou seus guardas quebrarem as pernas do paciente, e enviou-lhe de volta aos seus aposentos. Sem o conhecimento do doutor, Altaïr havia infiltrado-se na fortaleza e viu tudo isso, e seguiu Garnier para dentro do hospital, onde ele conseguiu surpreender o Hospitalário e esfaqueá-lo com sua Lâmina Oculta.

Fatalmente ferido, Garnier calmamente aceitou sua morte, mas antes perguntou o que aconteceria com seus "filhos". Altaïr respondeu raivosamente que eles retornariam às casas e abrigos deles em liberdade, e Garnier retrucou dizendo que eles não possuíam casas, apenas esgotos, bordéis e prisões. Ele então defendeu que ele estava salvando-os e libertando eles das "prisões de suas próprias mentes", mostrando o exemplo de seus guardas, que foram de loucos doentes e desesperados até soldados disciplinados e leais.

Altaïr Garnier

Os últimos momentos de Garnier.

Em seu último suspiro, Garnier disse que isso não era o que ele acreditava, mas o que ele sabia. Ele então sucumbiu aos seus ferimentos.

Personalidade e característicasEditar

"Controle seus impulsos! Você acha que eu sinto prazer ao fazer isso? Você acha que eu quero lhe machucar? Mas você não me deixa nenhuma escolha."
―Garnier, logo antes de mandar seus guardas quebrarem as pernas de um paciente revoltado.[src]

Garnier era cruel, frio e audacioso, não hesitando em punir severamente seus pacientes e homens insubordinados, além de não ter piedade alguma ao realizar experimentos cruéis, lavagem cerebral intensa e disciplinação violenta nos mesmos. Também é possível que ele tenha usado ervas e substâncias químicas duvidosas no tratamento de seus pacientes.

Por outro lado, Garnier genuinamente acreditava que estava apenas ajudando seus pacientes, considerando-os seus "filhos" e com a conclusão de que eles precisavam "se libertar da prisão de seus pensamentos" e ficarem totalmente leais e disciplinados para superarem seus demônios internos. De acordo com ele, seu processo era certo e efetivo pois seus guardas, trabalhadores e assistentes todos já foram pacientes malucos. Sua visão sobre a humanidade era que, se livre para fazer o que desejar, causaria destruição e caos.

Além disso tudo, Garnier não mostrava sinais de orgulho, corrupção, loucura, medo, paranoia e outras típicas qualidades negativas mostradas por seus companheiros. Ele claramente não temia a morte, sentindo-se seguro dentro de seu castelo e calmamente aceitando seu fim ao ser assassinado por Altaïr.

Aparições em memóriasEditar

CuriosidadesEditar

  • Historicamente, Garnier foi um dos principais líderes militares da Terceira Cruzada e teve um papel importante na decisiva Batalha de Arsuf, enquanto no jogo ele é morto meses antes da batalha. Além disso, não há nenhum registro histórico de Garnier conduzir experimentos ou abusos em seus pacientes.
  • Garnier tem 44 anos de acordo com sua data de nascimento histórica, mas no jogo tem uma aparência de um homem muito mais velho já na terceira idade.

ReferênciasEditar