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PL Treasure HunterHQ.png Aquele que aumenta em conhecimento, aumenta em tristeza.

Este artigo contém spoilers, o que significa que tem informações e fatos a respeito de lançamentos recentes ou futuros da série Assassin's Creed.
Se você não quiser saber sobre esses eventos, é recomendável ler com cuidado, ou não tudo.

Este artigo é sobre o Códice de Altaïr Ibn-La'Ahad. Você pode estar procurando por outro Códice.
"Um guia do funcionamento da ordem; sua origem, propósitos e técnicas. Nosso credo, digamos."
Mario Auditore descrevendo o Códice.[src]
Capa-do-códice.png

O Códice

O Códice de Altaïr Ibn-La'Ahad foi um diário pessoal escrito pelo Mestre Assassino Altaïr Ibn-La'Ahad, após a morte de seu Mentor, Al Mualim. Ele documenta suas explorações na Maçã do Éden que ele possuiu, e oferece uma visão autobiográfica de sua vida e vários artigos relacionados a assassinatos.[1]

HistóriaEditar

Idade MédiaEditar

Pouco depois da morte de Al Mualim, Altaïr começou a escrever o Códice. Durante a maior parte de sua vida, Altaïr escreveu sobre aspectos importantes de sua vida em seu diário, incluindo a guerra em curso entre os Assassinos e os Templários, sua filosofia sobre a própria vida, suas opiniões pessoais a respeito de Deus e das religiões em geral, e, o mais importante, informações obtidas da Maçã do Éden.[1]

Altaïr foi capaz de melhorar os métodos de assassinato da Ordem dos Assassinos, incluindo o uso de veneno, bem como inventar várias armas, uma delas sendo a Arma Oculta. Eventualmente, perto dos 92 anos, Altaïr completou o Códice.[1]

A responsabilidade 1.png

Altaïr entregando o Códice a Nicolau Polo

Durante o cerco mongol a Masyaf em 1257, Altaïr legou o Códice e cinco selos a Nicolau Polo para mantê-los seguros. Dois dias mais tarde, no entanto, um grupo invasor mongol interceptou Nicolau e o seu irmão enquanto eles estavam fugindo, e tomou posse do Códice.[2]

Anos mais tarde, o Códice foi passado para trás na posse de Polo, quando o filho de Nicolau, Marco, o recuperou da corte de Genghis Khan. Marco, por sua vez, o entregou ao Assassino Dante Alighieri, que passou para a guarda de seu aprendiz, Domenico Auditore. O Códice foi eventual e deliberadamente despedaçado e disperso enquanto a bordo de um navio no porto de Otranto, de modo a impedir a sua captura por piratas bêbados contratados pelos Templários.[1]

RenascençaEditar

ACoP 20 v.png

O Códice sendo gradualmente remontado

Depois que as páginas do Códice foram espalhadas, os Assassinos tentaram reuni-las, mas em 1478 só conseguiram localizar seis páginas. Neste ano, no entanto, Ezio Auditore assumiu o dever de seu pai como Assassino, e, em 1499, conseguiu localizar e reunir as trinta páginas espalhadas pela Itália. Cada página era criptografada, e as únicas pessoas capazes de decifrá-las eram o falecido pai de Ezio, Giovanni Auditore, e o amigo de Ezio, o artista e inventor, Leonardo da Vinci.[1]

Escondia-se no Códice uma previsão da chegada de um "profeta" que reuniria duas Peças do Éden para abrir a Cripta, assim como um mapa-múndi marcado com a localização de várias Criptas. Após o cerco dos Bórgia a Monteriggioni, o Códice foi mais uma vez separado.[1]

Era modernaEditar

No início do século XXI, as páginas do Códice tinham sido novamente separadas; muitas páginas residiam nas mãos de colecionadores particulares, provavelmente Templários, enquanto algumas estavam em exibição em museus públicos, como uma em exibição em uma biblioteca de Florença.[1] Alan Rikkin teve uma cópia do códice de Altaïr em seu escritório no Centro de Reabilitação da Fundação Abstergo.[3]

Páginas do CódiceEditar

1 - 15Editar

Já passei dias com o artefacto. Ou terão sido semanas? Meses? Já não tenho a certeza... Os outros vêm de vez em quando, oferecendo comida e distracção. Dizem que devia afastar-me destes estudos... O Malik sugeriu que os abandonasse por completo. Mas ainda não estou preparado para viras costas. Esta Maçã do Éden será compreendida. Tem de ser... Será uma arma? Uma lista? Ou ambas, de alguma forma? "Aquele que intensifica o conhecimento, intensifica a dor..." Consigo compreender a filosofia desta frase... Mas como pode ser verdade, literalmente verdade? Uma sociedade que lutou com ideias e informação em vez de punhais e espadas... A sua função é simples. Elementar, mesmo. O domínio. O controlo. Mas o processo... os métodos e meios que emprega... ESTES são fascinantes. Àqueles que são sujeitos ao seu brilho é-lhes prometido tudo o que desejarem. Pede apenas uma coisa em troca: obediência total e absoluta. E quem pode recusar? É a encarnação da tentação. Lembro-me do meu próprio momento de fraqueza quando confrontado por Al Mualim. A minha confiança foi abalada pelas suas palavras. Ele, que tinha sido como um pai, revelou-se naquele momento o meu maior inimigo. Um breve instante de dúvida foi tudo o que precisou para se apoderar da minha mente. Mas derrotei os seus fantasmas, recuperei a minha confiança e mandei-o para o outro mundo. Libertei-me. Mas agora penso... Será que me libertei mesmo? Porque aqui estou, desesperado por compreender aquilo que jurei destruir. E é este o motivo: A Maçã tem uma história para contar. Sinto o tremeluzir de algo - grande e poderoso... Estamos todos em perigo. É meu dever fazer algo. Não posso afastar-me sem descobrir a verdade.


Local: Sudeste de San Giovanni (Florença).

Um desenho de uma escaramuça entre um grupo de Assassinos e Templários


Local: O escritório da Villa (Monteriggioni).

Um esquema para unir as partes para uma Lâmina Oculta


Local: Do escritório de Giovanni Auditore (Florença).

O que se segue são as três grandes ironias da Ordem dos Assassinos: (1) Procuramos promover a paz, mas o nosso meio é o assassínio. (2) Procuramos abrir a mente dos homens, mas exigimos obediência a um senhor e a um conjunto de regras. (3) Procuramos revelar o perigo de uma fé cega, mas também nós a praticamos.


Não tenho uma resposta satisfatória para estas acusações, apenas possibilidades... Será que quebramos as regras em nome de um bem maior? E se o fazemos, o que diz isso de nós? Que somos mentirosos? Que somos uma fraude? Que somos fracos? Todos os momentos são passados a lutar com estas contradições e, apesar de todos os anos que tive para reflectir, ainda não consegui encontrar uma resposta capaz... Temo que possa não existir.
Nada é verdade. Tudo é permitido. O nosso credo tem a resposta, então? Que podemos ser simultaneamente duas coisas, opostos em todas as formas? E porque não? Não sou eu a prova disso mesmo? Nós, que temos intenções nobres, possuímos meios bárbaros? Nós, que celebramos a santidade da vida, prontamente a tiramos daqueles que julgamos nossos inimigos?
Local: Noroeste de Forlì (Romanha).

Quem foram Os que Vieram Antes de Nós? Quem os trouxe aqui? Há quanto tempo? Séculos? Milénios? Ainda mais tempo? Resta tão pouco deles... O que os fez ir embora? O que são estes artefactos? Mensagens numa garrafa? Instrumentos deixados para trás para nos ajudar e guiar? Ou lutamos pelo controlo daquilo que rejeitaram, dando finalidade e significado divinos a pouco mais do que brinquedos abandonados?


Local: Norte de San Polo (Veneza).

Robert de Sable pode estar morto, mas a sua irmandade sobrevive. Embora aparentemente menos visível, temo que continuem a ser uma ameaça. Onde antes caminhavam orgulhosamente pelas ruas, sendo alvos fáceis, agora escondem-se nas sombras. É cada vez mais difícil segui-los. Que perigos tecem na escuridão? O nosso trabalho será mais complicado.


Já se ouvem rumores de movimentações no Chipre. Terei de investigar... Fez-me perceber que também as nossas tácticas têm de mudar. Significa o fim das nossas fortalezas. Da nossa tendência para demonstrações espectaculares de assassínios em público. Temos de tecer as nossas teias silenciosamente. E temos de o fazer de forma diferente da que usámos no passado.
Embora peça agora aos meus irmãos que abandonem os seus rituais, não lhes peço que abandonem a crença. É ISTO que faz de nós assassinos. Não a remoção de um dedo. Não uma falsa promessa de paraíso. Não a proibição de veneno. O nosso dever é para com o povo, não os costumes. Se temos de nos infiltrar, infiltrar-nos-emos. Se temos de usar veneno, usá-lo-emos. Se as nossas lâminas podem ser usadas sem remover dedos, não exigiremos que sejam removidos. E não manipularemos os nossos iniciados com mentiras e truques. Falaremos honesta e abertamente. Recomeçaremos...
Local: Noroeste de San Marco (Florença).

Pensei que seria a Adha que me traria a paz. Que finalmente poderia pousar a espada e viver como um homem normal. Mas agora sei que é melhor abandonar estes sonhos... O seu rosto. Tento bani-lo da minha mente ao lembrar-me dos dias e noites em que persegui pelo mar os Templários que a capturaram. Quase cheguei a tempo. Quase. Se tivesse sido mais rápido. Em vez disso, abracei o seu corpo sem vida, vi o terror reflectido nos seus olhos fixos e sem pestanejar... Persegui aqueles homens, um a um, até que todos os responsáveis estivessem mortos. Mas não obtive alegria neste acto. Nenhuma satisfação ou libertação. As suas mortes não ma trouxeram de volta. Não curaram as suas feridas. Depois disto, tinha a certeza de que nunca mais sentiria por uma mulher o que senti por ela. Felizmente, enganei-me.


Felizmente, enganei-me.
Local: Noroeste de San Gimignano (Toscana).

Porque é que os nossos instintos insistem na violência? Estudei as interacções entre diferentes espécies. O desejo inato de sobreviver parece exigir a morte do outro. Porque não podem conviver lado a lado? Tantos acreditam que o mundo foi criado pelas mãos de um poder divino, mas vejo apenas os desígnios de um homem louco, decidido a celebrar a destruição e o desespero. As nossas origens assemelham-se ao caos. São acidentais. Apenas a passagem do tempo nos incutiu alguma finalidade. Imposta primeiro para natureza e depois pelo homem...


Local: Sudeste do Bairro de Cannaregio (Veneza).

Com o tempo, qualquer frase proferida muitas vezes e em voz alta se torna numa verdade estabelecida. Desde que, claro, possamos sobreviver a discórdia e silenciar os opositores. E se tivermos êxito e eliminarmos todos os que nos desafiam, o que resta é agora verdade.


É verdade no sentido objectivo? Não. Mas como podemos alguma vez chegar a um ponto de vista objectivo? A resposta é que não podemos. É literal e fisicamente impossível. Existem demasiadas variáveis. Demasiados campos e fórmulas a considerar. Podemos tentar, claro. Podemos aproximarmo-nos cada vez mais de uma revelação. Mas nunca chegaremos lá. Nunca...
E assim cheguei à conclusão que enquanto os Templários existirem, tentarão curvar a realidade á sua vontade. Reconhecem que não existe uma verdade absoluta ou, se existe, não temos capacidade para a reconhecer. No seu lugar, procuram criar a sua própria explicação. É o princípio orientador da sua auto-proclamada "Nova Ordem Mundial": Remoldar a existência à sua própria imagem. Não são os artefactos. Não são os homens. Estes são meros instrumentos. São os conceitos. É inteligente da parte deles. Durante quanto tempo podemos lutar contra um conceito?
É a arma perfeita. Não tem forma física mas pode alterar o mundo à nossa volta em inúmeras formas, muitas vezes violentas. Não podemos matar uma crença. Mesmo que matemos todos os seus seguidores, destruamos todos os seus documentos, será um adiamento, na melhor das hipóteses. Alguém, algum dia, voltará a descobri-la. A reinventá-la. Acredito que nós, os Assassinos, redescobrimos apenas uma Ordem anterior ao próprio Homem...
Local: Centro-Oeste de Monteriggioni.

Um desenho de um homem pregando para uma multidão. O título mostra como a Maçã do Éden e a Peça do Éden bíblicas são uma e a mesma


Local: O escritório da Villa (Monteriggioni).

Atis. Dionísio. Hórus. Krishna. Mitra. Jesus. Histórias semelhantes preenchem as suas vidas. Demasiado semelhantes, creio. Direito divino ao nascer. Perseguição. Discípulos. Actos milagrosos. Ressurreição...


Como é possível?
Talvez não seja... Só uma única história contada ao longo dos anos? Emprestada e alterada para se adaptar aos tempos? Desenvolvendo-se como os nossos instrumentos e linguagem? Esta lenda nasceu de factos ou ficção? Um pouco de ambos? Poderão estas personagens ser a mesma pessoa, a sua vida prolongada e transformada por um Fragmento do Éden?
Al Mualim falou de Jesus como uma pessoa real, um mortal que dominou as artes da manipulação. Mas e se ele estivesse errado? Se estes homens são reais, e se caminharam por entre nós muitas vezes antes, será que virão novamente? Talvez estejam aqui agora? Tantas perguntas, e todos os dias, ainda mais...
Local: Norte de Santa Maria Novella (Florença)

Um desenho astrológico do sistema solar


Local: O escritório da Villa (Monteriggioni).

Um desenho de um Assassino empunhando duas Lâminas Ocultas. A fórmula de fundição está na parte superior. Desenhos de instrução para novas técnicas de assassinato adorna a esquerda, direita e inferior da página.


A Lâmina Oculta tem sido uma companheira constante ao longo dos anos. Alguns dizem que nos define, e não estão totalmente errados. Muitos dos nossos êxitos não teriam sido possíveis sem ela. Ainda assim, a arma começa a dar mostras da idade. E por isso tenho tentado encontrar melhorias para além de acabar com a necessidade de remover um dedo para a empunhar. A primeira é uma placa de metal que pode ser usada para desviar ataques. Os outros Assassinos acreditam que é forjada num novo metal e acham que fui eu que descobri a fórmula (incluída nesta página). É melhor que não saibam a verdade. Também trabalhei com Malik para descrever novos métodos de assassínio: das alturas, de peitoris e de esconderijos. Movimentos básicos, mas fundamentais. A terceira e última melhoria é a mais simples: uma segunda lâmina, em todos os aspectos idêntica à primeira. Se um Assassino for confrontado com a tarefa de matar dois alvos, só terá de sincronizar o ataque de modo a que consiga alcançá-los simultaneamente. Estas lâminas são limitadas, já que os metais com que as forjamos continuam a ser difíceis de obter. Terei de ponderar cuidadosamente sobre quem será autorizado a usar duas...
Local: De Vieri de Pazzi (Toscana).

O homem procura dominar tudo o que encontra. Suponho que seja uma tendência natural para nós que aspiramos ao conhecimento profundo do que nos rodeia. Mas isto não deve incluir outros seres humanos. Todos os dias, cada vez mais homens são forçados a servir, por engano ou pela força. Outros, embora não tão firmemente aprisionados, são levados a sentir que as suas vidas são inúteis. Já vi como os homens perseguem as mulheres. Ouvi palavras cruéis arremessadas a quem que vem aqui de outras terras. Observei enquanto aqueles que acreditam ou agem de outra forma são forçados ao sofrimento...


Discutimos estas coisas muitas vezes, observando a partir dos coruchéus de Masyaf. O que pode ser feito para parar isto? Para incentivar a tolerância e a igualdade? Às vezes falamos da educação, acreditando que o conhecimento nos libertará da imoralidade. Mas ao andar pelas ruas e ver os escravos serem leiloados, o meu coração arrefece. Quando vejo maridos arremessarem injúrias e pedras às suas mulheres, insistindo que elas existem só para os servir, os meus punhos cerram-se. E quando vejo crianças afastadas dos seus pais para que outro homem possa lucrar, enviadas para o sofrimento e para a morte sob o sol do deserto...
...Nestes dias, não creio que o diálogo faça a diferença. Nestes dias, penso apenas em como os criminosos têm de morrer.
Local: Noroeste de San Marco (Veneza).

Um esboço da ilha de Chipre, no Mar Mediterrâneo


Local: O escritório da Villa (Monteriggioni).

16 - 30Editar

A Maçã é mais do que um registo daquilo que nos precede. Nas suas entranhas brilhantes e tortuosas vislumbrei o futuro. Isto não deveria ser possível. Talvez não seja. Talvez seja apenas uma impressão. Como posso saber? Como posso ter a certeza?


Penso nas consequências destas visões: serão imagens do que está para vir, ou apenas o que poderá acontecer? Podemos influenciar o resultado? Atrevemo-nos a tentar? E se o fizermos, limitamo-nos a assegurar que se cumpre apenas o que vimos?
Estou dividido, como sempre, entre a acção e a inacção, sem saber qual, se alguma, fará a diferença. Será que é mesmo suposto fazer a diferença? Mesmo assim, mantenho este diário. Não será isto uma tentativa de mudar o que vi, ou de fazer com que se cumpra?
Local: Oriente Médio de Monteriggioni.

De todas as coisas que vi, nenhuma me atormenta mais do que a imagem das chamas... Colunas tão altas que pareciam perfurar os céus. O chão ressoava e estremecia. As montanhas rachavam e sucumbiam. Grandes torres de metal despedaçadas, as suas entranhas espalhadas pelo chão... E por todo o lado havia gritos. Um coro tão horrível que mesmo agora sinto os seus ecos.


Que loucura é esta que vi? Serão eles? Aqueles que vieram antes... Foi para aqui que foram? Para o fogo? Para as cinzas? Talvez este poder destrutivo seja o que os Templários procuram. Para que o possam usar contra nós e dominar a devoção. Que esperança teríamos, então, se tivessem tamanhas trevas nas suas mãos, capazes de assassinar o mundo...
Local: Nordeste de Forlì (Romanha).

Estamos obrigados a esconder-nos. Ao silêncio. A moldar o curso da história em segredo. Mas alguns dos meus irmãos e irmãs discordam. Estão revoltados e insistem que é um erro escondermo-nos. Dizem que atrasa o nosso trabalho. Mas não compreendem os riscos. Expormo-nos agora seria demasiado perigoso, seríamos vistos como loucos e perseguidos. Assim é. Como sempre foi. Se há uma coisa de que tenho a certeza é de que os homens não aprendem com as palavras. É preciso mostrar-lhes. Têm de ser eles a fazer as associações. Se eu digo a um homem, sê generoso, sê tolerante, abre o teu espírito, estas palavras murcharão e morrerão muito antes de poderem influenciar a mudança. Seria um desperdício. E por isso temos de manter o nosso curso...


Local: Oeste de Santa Maria Novella (Florença).

Uma visão de esquema da armadura que Altaïr usava


A Lenda fala de um Tosão de Touro. Será que os dois estão relacionados?
...Aperfeiçoei o processo metalúrgico, permitindo a produção de uma armadura como o mundo nunca viu...
...Possui uma grande força, mas é tão leve que permite liberdade total...
...Estou dividido entre a admiração e o medo. Criámos algo que, certamente, irá mudar o rosto da guerra, tornando quem a usa quase invencível...
Talvez tenha sido um erro criar estas peças. Creio que é melhor apagar estas fórmulas. E se caírem nas mãos dos nossos inimigos? O risco é demasiado grande...
Local: Oriente Médio do Bairro de Castello (Veneza).

Estudei as crenças pagãs antigas que existiam antes desta mais recente obsessão com um único criador divino. Parecem ter-se concentrado mais nas forças fundamentais que intervêm no mundo à nossa volta e menos em regras morais arbitrárias...


O sol nasce pela manhã e põe-se ao fim da tarde. As marés baixam e sobem. A relva cresce, murcha, morre e, com o tempo, volta a emergir do chão. O ar fica quente e arrefece novamente. Uma energia oculta mantém-nos presos ao chão e puxa-nos de volta quando tentamos abandoná-lo.
Cada um destes movimentos foi representado antes por um deus ou deusa. A cada força foi dado um rosto, mas reconhecida como algo distinto e poderoso. O que não quer dizer que não existiam ligações entre estas forças, um panteão de espíritos individuais, de regras. Mãos invisíveis a guiar o progresso do mundo à nossa volta.
E aqui houve uma tentativa de categorizar, estudar, explicar e compreender a forma como tudo funciona, mesmo que imperfeita. Mas não mais. Agora pedem-nos que sucumbamos a uma explicação muito mais simplista. Que ingenuidade pensar que existe uma única resposta para todas as perguntas. Todos os mistérios. Que existe uma luz divina única que governa tudo. Dizem que é uma luz que traz a verdade e o amor. Eu digo que é uma luz que nos cega e nos força a vaguear na ignorância.
Aguardo pelo dia em que o homem se afastará de monstros invisíveis e, uma vez mais, abraçará uma visão mais racional do mundo. Mas estas novas religiões são tão convenientes e prometem castigos tão terríveis se as rejeitarmos... Temo que o medo nos deixe presos ao que é, certamente, a maior mentira alguma vez contada.
Local: Sudeste da Villa Auditore (Monteriggioni).

Um esquema de uma lâmina oculta alterada, a ser usada como uma agulha de injecção. Várias plantas e raízes foram elaboradas em torno dele.


Podemos cultivar extractos de várias plantas encontradas na região. Espécies mais exóticas podem, por vezes, ser compradas a comerciantes e viajantes, mas as suas propriedades estão menos documentadas e requerem maior examinação.
Os instrumentos de alquimia tradicionais podem ser usados para destilar o veneno. É preciso cuidado, pois alguns venenos podem ser absorvidos pela pele exposta. Muitos são aqueles que já perderam a vida por descuido.
A lâmina deve ser escavada de acordo com as especificações aqui descritas. Os desvios podem criar fracturas no metal, causando o enfraquecimento da lâmina e possivelmente, a sua quebra.
Local: De Lourenço de Médici (Florença).

Um mapa da Europa, África, Ásia e Austrália. Uns pontos de arcos para vários locais, quer locais da Cripta, paraísos para as Peças do Éden, ou possíveis locais da Seita dos Assassinos.


O que pensar deste mapa? Parece conter todo o mundo. Não é plano como dizem, mas sim redondo, como uma bola. Como A Maçã. Mas como é isto possível? Mais estranhas ainda são as terras que mostra, grandes pedaços do desconhecido. Por explorar. Tantos lugares ainda por descobrir... Existirão homens lá? Serão como nós? E se não, quais são as diferenças? Gostaria de saber as respostas. Talvez venha a ter a oportunidade de viajar. Traçar um curso e viajar até estas terras distantes...
Local: Nordeste de San Gimignano (Toscana).

Um diagrama de instruções para corrida livre


O árabe lê: Norte (هاجم) = Ataque, Leste (تسلق) = Escalar, Sul (ءبر) = Através, e o Oeste (قطر) = Diagonal.
Local: O escritório da Villa (Monteriggioni).

Às vezes sinto falta da minha família... Ou pelo menos da ideia que tenho deles. Nunca conheci bem os meus pais, embora ambos tenham vivido dentro destas paredes. Era a nossa forma de viver. Talvez fossem tristes, mas não mostravam quaisquer sinais, não era permitido.


Quanto a mim, passei uma parte tão grande da minha juventude a treinar, que havia pouco tempo para reflectir na separação. E quando finalmente os perdi, não foi diferente da morte de dois estranhos. Al Mualim foi como um pai para mim. O seu amor era fraco e desonesto, mas na altura parecia-me suficiente. Era o que eu pensava.
Um dia terei um filho. É assim que funciona na nossa Ordem. E não cometerei o mesmo erro. Nem ninguém que se chame Assassino. Ser-nos-á permitido amar os nossos filhos e, em troca, ser amados. Al Mualim acreditava que estas relações nos enfraqueciam, que nos faziam hesitar quando as nossas vidas estavam em perigo. Mas se realmente lutamos pelo que é justo, será que o amor não torna esse sacrifício mais fácil, sabendo que o fazemos em benefício de quem amamos?
Local: Sul de Forlì (Romanha).

Um desenho do busto de Maria


Local: O escritório da Villa (Monteriggioni).

Já tenho a resposta. Sei a verdade. Não voltarei a tocar naquela coisa perversa. É melhor que ninguém o faça, nem agora nem nunca. Tentei, por fim, destruí-la, mas não se dobra, não quebra nem derrete. Oh, que ironia... Tenho a certeza que se lhe perguntasse, a Maçã me diria o que tem de ser feito. Mas mesmo esta promessa é insuficiente. Tem sempre mais uma oferta para dar. Tenho de me abster. Será selada. Vamos levá-la para a ilha, que um dia foi deles e agora é nossa. Há um tesouro lá, bem escondido, e terá de chegar. É arriscado separar-me deste artefacto que outros podem descobrir. É ainda mais arriscado mantê-lo por perto. Com o tempo, serei tentado. Sou fraco. Todos somos. Quem não seria? Oh, as coisas que eu vi... A lenda está aqui, dentro do texto. Não está entre linhas mas sob elas. Onde apenas os nossos olhos podem espreitar. Vê com os teus próprios olhos. Talvez tenhas êxito onde eu e os outros falhámos. O tempo passa, trazendo novas descobertas e desenvolvimentos. E assim, pelo menos um dia a porta será aberta e a mensagem entregue. Terão o seu profeta.


Local: Sudeste de Bairro de Dorsoduro (Veneza).

Somos cada vez mais. Todos os dias chegam mais às nossas fortalezas. Homens e mulheres. Novos e velhos. De diferentes terras. Ou diferentes crenças. Todos contam uma história semelhante, a de terem descoberto a primeira parte da nossa crença: nada é verdade.


No entanto, muitas vezes a revelação destrói-os. Perdem a moralidade, a certeza e a segurança. Muitos são levados à loucura. Temos de os guiar. Ajudá-los a sarar. As suas mentes não podem ser preenchidas com mais contos de fadas, mas sim com o conhecimento. Deixêmo-los obter respostas, e que essas respostas sejam difíceis e complexas. Assim é a vida.
Local: Leste de San Marco (Florença).

Um esquema para uma pequena pistola de relojoaria, bem como a fórmula para a pólvora necessária para usá-la


Êxito! Encontrámos uma forma de alterar a estrutura da lâmina oculta para que possa ser usada para lançar pequenos projécteis. É capaz de danos terríveis, mesmo a grande distância. Confesso que a forma como cheguei a esta descoberta foi... no mínimo arriscada. Mas descobri que em pequenas doses, e com a mente focada, a Maçã pode ser usada sem efeitos negativos. Ou pelo menos, assim espero.
A ideia de combate com projécteis não é nova para nós, que a observámos entre os nossos vizinhos do Oriente. Mas as suas armas eram muito maiores, e insuficientes para as nossas necessidades. Descobri agora uma forma de diminuir os seus desenhos, transformando a sua arma de fogo numa arma que pode ser usada no pulso.
Aperfeiçoámos também a fórmula do pó combustível, para que possam ser usados ingredientes comuns. Este é um conhecimento perigoso que deve ser partilhado apenas com os nossos aliados mais próximos...
Local: De Carlo Grimaldi (Veneza).

Uma maré negra ergue-se a Oriente, um exército de tamanho e poder tão grandes que toda a terra se aterroriza. O seu líder é um homem chamado Temujin, que adoptou o título de Gengis Khan. Varre as terras, conquistando e subjugando tudo o que se interpõe no seu caminho. Quaisquer que sejam os seus motivos, tem de ser detido. Se fosse mais jovem, ocupar-me-ia desta tarefa em segredo, já que suspeito da presença de um Fragmento do Éden. Mas esses tempos já passaram há anos. A capa tem de ser transmitida. É altura de ela e eu falarmos com os nossos filhos. Viajaremos juntos para que possam ser testados e para que esta ameaça possa ser travada.


Local: Sul de San Polo (Veneza).

Em breve, deixarei este mundo. Chegou a minha hora. Todas as horas do dia são agora preenchidas com os pensamentos e medos decorrentes desta constatação. Sei que os elementos do meu corpo regressarão à Terra. Mas e a minha consciência? A minha identidade? Ou seja, e EU? Creio que cessarei de existir. Que não existe um outro mundo. Nem um regresso a este. Será apenas o fim. Para sempre.


As nossas vidas são tão breves e pouco importantes. O cosmos não quer saber de nós. Porque o que fizemos, tivessemos forjado o mal em vez do bem, tivesse eu feito mau uso da Maçã em vez de a esconder, nada teria importância. Não há controlo. Não há consequências. Não há juízo final. Há apenas o silêncio. E a escuridão. Total e absoluta... E assim comecei a pensar, será que não há uma forma de parar, ou pelo menos adiar, o abraço da morte? Certamente, aqueles que vieram antes não eram tão fracos e débeis como nós. Mas jurei que não voltaria a tocar no artefacto. Não voltaria a olhar para o seu âmago. Mas confrontado com o espectro do meu fim, que mal haverá num último olhar...
Local: Leste do campo de Monteriggioni.

ReferênciasEditar

LogobrancodoAnimus.svg Uma galeria de imagens está disponível para
Códice de Altaïr Ibn-La'Ahad

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